A Revolta da Chibata foi iniciada no Rio de Janeiro e seu motim durou 5 dias, entre 22 e 27 de novembro de 1910. Também é conhecida como Revolta dos Marinheiros porque teve inicio dentro dos navios da Marinha brasileira. Durante quase dois anos, o líder da revolta, João Cândido Felisberto planejou o acontecimento, que entrou para a história do país.

Neste texto, você vai informa-se um pouco mais sobre a Revolta da Chibata, que é frequentemente pedida em trabalhos escolares. Há um resumo contando o que causou e quais foram as consequências deste acontecimento e você poderá deixar sua opinião sobre a revolta nas discussões dos comentários.

Resumo Revolta da Chibata

Resumo Revolta da Chibata

Resumo da Revolta da Chibata

Em 1889, um dia depois da Proclamação da República, a Marinha Brasileira aboliu os castigos físicos, mas no ano seguinte, foi criado um decreto a respeito de castigos para quando os marinheiros apresentassem mal comportamento. O decreto definia que se o marinheiro cometesse falta leve, deveria ficar em uma solitária durante cinco dias e teria como alimento somente pão e água. Se ele cometesse novas faltas leves, o castigo aumentaria para seis dias e se tivesse novas faltas leves, aumentaria para sete dias na solitária e assim sucessivamente. Caso o marinheiro apresentasse falta grave, receberia, no mínimo 25 chibatadas.

A maioria dos marinheiros brasileiros da época eram negros e mulatos, que respondiam a oficiais brancos. Estes marinheiros começaram a perceber que, em outros países, estas punições não eram mais aplicadas, pois eram degradantes.

Em 1909, alguns marinheiros brasileiros lutaram ao lado de marujos britânicos durante um período e foi então que começaram a perceber a diferença em relação à abordagem dos comantes da Marinha Brasileira. Um destes marinheiros era João Cândido Felisberto, que unido a outros marinheiros brasileiros, fundou o comitê geral, que começou a organizar o movimento. Este comitê nasceu clandestinamente e começou a influenciar marinheiros de outras embarcações a criar seu próprio comitê e, assim, foi criado um motim em cada navio brasileiro.

Inicialmente, a Revolta da Chibata aconteceria em 25 de novembro de 1910, dez dias depois da posse do Presidente da República Hermes da Fonseca, porém, o movimento foi antecipado, devido a um acontecimento. No dia 21, o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes, conhecido como Mão Negra, entrou no Encouraçado Minas Geraes portando cachaça, o que era proibido. Depois disso, Mão Negra feriu com uma navalha o cabo que revelou a infração ao comando. Então, decidiram que ele levaria 250 chibatas (mais do que as 25, que tinham ficado estabelecidas para estes casos) na frente de toda a tropa, ao som de tambores. A crueldade da punição revoltou a tripulação e, assim, que os comitês definiram que os navios deveriam ser tomados no dia seguinte, em 22 de novembro.

O primeiro navio a ser tomado foi o Encouraçado Minas Geraes e logo, outros também foram, como o Encouraçado São Paulo e o Cruzador Bahia (Deodoro). Desta maneira, o movimento, liderado por João Cândido, foi acontecendo e na manhã de 23 de novembro, enviaram uma nota à Presidência da República, no Rio de Janeiro, que era a capital do país na época. Veja a nota, na íntegra:

“Não queremos a revolta da chibata. Isso pedimos ao Presidente da República e ao Ministro da Marinha . Queremos a resposta já e já. Caso não a tenhamos, iremos bombardear as cidades e os navios que não se revoltarem.”

No início, o governo informou que não entraria em contato com o movimento. Deste modo, João Cândido ordenou que o Palácio do Catete, que era sede do Poder Executivo, fosse bombardeado. A frota foi posicionada para destruir a cidade, mas para que não fosse atacada pelas fortalezas e para mostrar que não se tratava  de um blefe, foram dados alguns tiros iniciais.

João Carlos de Carvalho foi designado para ir ao Encouraçado Minas Geraes para dialogar e tentar entrar em um acordo com João Cândido e seu comitê. Após muita negociação, no dia 26 de novembro, determinaram que o governo aceitaria as reivindicações dos comitês e os integrantes da revolta que se entregassem teriam anistia. Mas em 28 de novembro, foi decretado que os participantes da revolta deveriam ser expulsos da Marinha Brasileira, por serem elementos “inconvenientes à disciplina”.

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